Sinergia Ambiental Produção de Moringa Oleifera.
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
Abraham Lincoln.
◊ Conselhos de Abraham Lincoln ◊ Não criarás a prosperidade se desestimulares a poupança. Não fortalecerás os fracos se enfraqueceres os fortes. Não ajudarás o assalariado se arruinares aqueles que o pagam. Não estimularás a fraternidade humana se alimentares o ódio de classes. Não ajudarás os pobres se eliminares os ricos. Não poderás criar estabilidade permanente, baseada em dinheiro emprestado. Não evitarás dificuldades se gastares mais do que ganhas. Não fortalecerás a dignidade e o ânimo se subtraíres ao homem a iniciativa e a liberdade. Não poderás ajudar os homens de maneira permanente se fizeres por eles aquilo que eles podem e devem fazer por si próprios. [AUTOR Abraham Lincoln]
A Moringa e o Biodiesel.
Alguns estudos têm sido realizados com resultados promissores em relação a mais esta
potencial utilidade do óleo da semente de moringa. Inicialmente, Aguiar et al. (2009) neutralizou o
óleo de moringa, depois o transesterificou pela rota etílica na razão molar 1:6 óleo:etanol com 1%
do catalisador, KOH. Estes pesquisadores verificaram que as propriedades físico-químicas do
biodiesel de moringa obtido por rota etílica estavam de acordo com o especificado pela ANP (Res.
n° 7, 19/03/2008), além de observarem que a estabilidade térmica deste biodiesel foi alta já que sua
volatilização iniciou-se a 136 ºC.
Em 2010, diferentes trabalhos foram publicados em torno deste tema, como o de Kafuku e
Mbarawa (2010), o qual otimizou parâmetros de produção de biodiesel de óleo de Moringa oleifera.
A partir do valor encontrado de ácidos graxos livres (0,6%) foi possível utilizar o método de
transesterificação alcalina para converter ácidos graxos a ésteres metílicos. Os parâmetros de
produção ideal, tais como quantidade de catalisador, quantidade de álcool, temperatura, velocidade
de agitação e tempo de reação foram determinados experimentalmente e considerados: 1% de
catalisador, 30% em peso de metanol, temperatura de reação de 60°C, e taxa de agitação de 400 rpm
e tempo de reação de 60 min. Com estas condições ideais, a eficiência de conversão foi de 82% e
dessa forma, as propriedades do biodiesel da moringa estavam de acordo com padrões
recomendados internacionalmente. No entanto, o biodiesel a partir do óleo da moringa apresentou
valores dos pontos de nuvem e de fluidez de 10°C e 3°C, respectivamente, o que faz com que este
combustível apresente problemas quando utilizado em temperaturas frias.
Pereira et al. (2010) produziram biodiesel a partir do óleo de moringa pelo processo de
hidroesterificação, em um reator batelada, utilizando-se o óxido de nióbio como catalisador. A
hidrolise foi realizada em uma razão molar água:óleo de 20:1 em uma temperatura de 300°C
durante 1 hora de reação e para a esterificação uma razão molar álcool:ácido graxo de 3:1 em uma
temperatura de 200°C durante uma hora de reação. Os resultados foram satisfatórios, mostrando
uma conversão em éster metílico de 98% (PARENTE, 2003). Os resultados das análises realizadas
com o biodiesel estão de acordo com o previsto na Resolução ANP nº 4, de 02/02/2010, que
estabelece a especificação do biodiesel a ser comercializado pelos diversos agentes econômicos
autorizados em todo o território nacional (DONLI & DAUDA, 2003). No mesmo ano, Donli e
Dauda (2003) também estudaram a estabilidade à oxidação do biodiesel a partir da moringa, tendo
em vista a alta estabilidade do óleo. Reações de transesterificação in situ, hidroesterificação e
transesterificação convencional foram realizadas a fim de verificar a estabilidade a oxidação do
biodiesel em cada uma dessas rotas. Os resultados mostraram estabilidade à oxidação maior do que Revista GEINTEC– ISSN: 2237-0722. São Cristóvão/SE – 2013. Vol. 3/n. 2/ p.012-025 20
D.O.I.:10.7198/S2237-0722201300020002
310 horas utilizando reações de transesterificação in situ, indicando que esse biodiesel pode ser
utilizado em blends como antioxidantes, já que a Resolução ANP nº 4, de 02/02/2010 estabelece o
mínimo de 6 horas para uma estabilidade à oxidação satisfatória (DONLI; DAUDA, 2003).
Rashid et al. (2011), com o objetivo de explorar as melhores condições para a
transesterificação de óleo de Moringa oleifera, utilizaram a metodologia de superfície de resposta
(RSM), com delineamento experimental central composto rotativo (CCRD). Foram avaliados os
efeitos de quatro variáveis, sendo elas temperatura de reação (25-65°C), tempo de reação (20-90
min.), razão molar metanol/óleo (3:01-0:01) e concentração do catalisador (0,25-1,25%p.p. KOH);
o termo quadrático dos três últimos parâmetros citados, bem como a interação entre eles nos
experimentos apresentaram efeitos significativos sobre o rendimento da produção de ésteres
metílicos a partir de óleo de moringa. Dessa forma, encontraram as seguintes condições ótimas de
produção: relação metanol/óleo de 6,4:1 molar, concentração do catalisador de 0,80%, temperatura
de reação de 55°C e tempo de reação de 71,08 min, oferecendo 94,30% de rendimento. Os valores
experimentais e preditos tiveram uma correlação linear. O éster metílico de ácido oléico foi o mais
produzido, com contribuição de 73,22%.
A estabilidade térmica do combustível foi avaliada por curva termogravimétrica e as demais
parâmetros (densidade, viscosidade cinemática, a lubricidade, estabilidade oxidativa, o valor mais
elevado de aquecimento, o número de cetano, ponto de nuvem etc.). A análise termogravimétrica foi
realizada sob atmosfera inerte, em uma faixa de temperatura de 50 a 300,21°C. Como esperado, o éster
metílico do óleo de moringa não apresentou nenhuma perda de massa até a temperatura de 169,91°C,
revelando sua alta estabilidade. Na curva termogravimétrica, a maior perda de massa (99,67%) foi verificada
sob a temperatura de 300,21°C. As propriedades do biodiesel produzido a partir de óleo de moringa (rota
metílica) foram comparadas com os padrões estabelecidos pela ASTM e pela EN 14214, os quais foram
incluídos a densidade (875 Kg/m3
), viscosidade cinemática (4,80 mm2
/s), ponto de chama (162°C), alto valor
energético (45,28 MJ/Kg), número de cetanos (67), acidez (AV, 0,38 mg KOH/g), concentração de enxofre
(0,012% por massa), resíduo mineral (0,010% por massa) e umidade (<0,01% por massa). Rashid
juntamente com outros colaboradores já haviam realizados testes preliminares em 2008,
comparando as características do biodiesel produzido a partir do óleo de moringa com outros
combustíveis produzidos a partir de óleos convencionais.
Dia de Plantio de Moringa Oleifera.
Mais um dia de trabalho, em conjunto com a Comunidade Rural, Oziel Alves III.
Muita dedicação e vontade de sucesso.
Venda de mudas, sementes e folhas.
Eduardo Galvão Fone: 61-8132-4740
Muita dedicação e vontade de sucesso.
Venda de mudas, sementes e folhas.
Eduardo Galvão Fone: 61-8132-4740
Aspectos sociais do Biodiesel.
Agricultura Familiar, Emprego e o Lado Social do Biodiesel
As grandes motivações para a produção de biodiesel são os benefícios sociais e ambientais que esse novo combustível pode trazer. Contudo, em razão dos diferentes níveis de desenvolvimento econômico e social dos países, esses benefícios devem ser considerados diferentemente.
BENEFÍCIOS SOCIAIS
O grande mercado energético brasileiro e mundial poderá dar sustentação a um imenso programa de geração de emprego e renda a partir da produção do biodiesel.
Estudos desenvolvidos pelos Ministério do Desenvolvimento Agrário, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Ministério da Integração Nacional e Ministério das Cidades mostram que a cada 1% de substituição de óleo diesel por biodiesel produzido com a participação da agricultura familiar podem ser gerados cerca de 45 mil empregos no campo, com uma renda média anual de aproximadamente R$4.900,00 por emprego. Admitindo-se que para 1 emprego no campo são gerados 3 empregos na cidade, seriam criados, então, 180 mil empregos. Numa hipótese otimista de 6% de participação da agricultura familiar no mercado de biodiesel, seriam gerados mais de 1 milhão de empregos. Faz-se, a seguir, uma comparação entre a criação de postos de trabalho na agricultura empresarial e na familiar. Na agricultura empresarial, em média, emprega-se 1 trabalhador para cada 100 hectares cultivados, enquanto que na familiar a relação é de apenas 10 hectares por trabalhador. A cada 1% de participação deste segmento no mercado de biodiesel, são necessários recursos da ordem de R$ 220 milhões por ano, os quais proporcionam acréscimo de renda bruta anual ao redor de R$ 470 milhões. Ou seja, cada R$ 1,00 aplicado na agricultura familiar gera R$ 2,13 adicionais na renda bruta anual, o que significa que a renda familiar dobraria com a participação no mercado de biodiesel. Os dados acima mostram claramente a importância de priorizar a agricultura familiar na produção de biodiesel.
A produção de oleaginosas em lavouras familiares faz com que o biodiesel seja uma alternativa importante para a erradicação da miséria no país, pela possibilidade de ocupação de enormes contingentes de pessoas. Na região semi-árida nordestina vivem mais de 2 milhões de famílias em péssimas condições de vida. A inclusão social e o desenvolvimento regional, especialmente via geração de emprego e renda, devem ser os princípios orientadores básicos das ações direcionadas ao biodiesel, o que implica dizer que sua produção e consumo devem ser promovidos de forma descentralizada e não-excludente em termos de rotas tecnológicas e matérias-primas utilizadas.
O Programa Fome Zero da Presidência da República criou o Bolsa Família, um programa de transferência de renda destinado às famílias em situação de pobreza. Os benefícios diretos concedidos pelo governo são de até R$ 95,00 mensais por família. Se essas famílias forem incluídas no programa de biodiesel, pode haver uma economia de US$ 18,4 milhões de subsídios diretos que deixarão de ser pagos através da geração de empregos.
Com isso, a substituição de 1% de diesel mineral por biodiesel, segundo o programa de inclusão social pelo uso do biocombustível do governo, gera uma externalidade positiva de quase US$ 100 milhões em emprego e renda, que deve ser comparada à renúncia tributária subsidiada para dar competitividade ao produto.
EMPREGOS E OLEAGINOSAS
O agronegócio da soja gera empregos diretos para 4,7 milhões de pessoas em diversos segmentos, de insumos, produção, transporte, processamento e distribuição, e nas cadeias produtivas de suínos e aves. Trata-se de uma produção de 52 milhões de toneladas em 20 milhões de hectares, no total, diretos e indiretos, quatro hectares por pessoa.
O dendê (palma) é muito pouco explorado no Brasil. Na Malásia viabilizou a reforma
agrária. As áreas de maiores aptidões estão mapeadas pela Embrapa. Existe uma área de 69,9 milhões de ha com alta/média aptidão para o cultivo do dendê (áreas de floresta amazônica degradadas
agrária. As áreas de maiores aptidões estão mapeadas pela Embrapa. Existe uma área de 69,9 milhões de ha com alta/média aptidão para o cultivo do dendê (áreas de floresta amazônica degradadas
Para o dendê e mamona, os números de empregos diretos, e somente na produção agrícola (sem envolver toda a cadeia produtiva), são os seguintes: um exemplo para dendê, com 33 mil hectares plantados e 25 mil em produção, utiliza 3 mil empregos diretos. Na agricultura familiar “assistida”, o dendê conta com uma família para 10 hectares. Já os assentamentos previstos para mamona consideram um trabalhador para cada 10-15 há (também apenas para a produção agrícola).
No Semi-Árido, por exemplo, a renda anual líquida de uma família a partir do cultivo de cinco hectares com mamona e uma produção média entre 700 e 1,2 mil quilos por hectare, pode variar entre R$ 2,5 mil e R$ 3,5 mil.
Além disso, a área pode ser consorciada com outras culturas, como o feijão e o milho. Levantamentos indicam que, na safra 2004/05, 84 mil hectares serão cultivados com oleaginosas por agricultores familiares para a produção de biodiesel, dos quais 59 mil estão localizados no Nordeste. O cultivo da área total envolve 33 mil famílias, das quais 29 mil do Nordeste.
Além disso, a área pode ser consorciada com outras culturas, como o feijão e o milho. Levantamentos indicam que, na safra 2004/05, 84 mil hectares serão cultivados com oleaginosas por agricultores familiares para a produção de biodiesel, dos quais 59 mil estão localizados no Nordeste. O cultivo da área total envolve 33 mil famílias, das quais 29 mil do Nordeste.
O Brasil possui 17 milhões de hectares de floresta nativa de babaçu, onde predomina o trabalho das mulheres (quebradeiras de coco) dentro de um sistema de exclusão social (renda de R$ 3,00/ dia, além de doenças ocupacionais). Estas florestas têm sido objeto de devastação para uso da terra para outros fins, devido à baixa renda auferida pela coleta de coco.
AGRICULTURA FAMILIAR
Os agricultores familiares são definidos, segundo o Manual Operacional do Crédito Rural Pronaf (2002), como sendo os produtores rurais que atendem aos seguintes requisitos:
· Sejam proprietários, posseiros, arrendatários, parceiros ou concessionários da Reforma Agrária;
· Residam na propriedade ou em local próximo;
· Detenham, sob qualquer forma, no máximo 4 (quatro) módulos fiscais de terra,
quantificados conforme a legislação em vigor;
· No mínimo 80% (oitenta por cento) da renda bruta familiar deve ser proveniente da
exploração agropecuária ou não agropecuária do estabelecimento;
· A base da exploração do estabelecimento deve ser o trabalho familiar.
O Brasil possui cerca de 4,13 milhões de agricultores familiares e representam 85,2%
dos estabelecimentos rurais do país. Destes, 49,6% situam-se na região Nordeste, sendo os mais pobres (anexo 1). Existem 475.779 assentados no país, em 6067 assentamentos.
· Sejam proprietários, posseiros, arrendatários, parceiros ou concessionários da Reforma Agrária;
· Residam na propriedade ou em local próximo;
· Detenham, sob qualquer forma, no máximo 4 (quatro) módulos fiscais de terra,
quantificados conforme a legislação em vigor;
· No mínimo 80% (oitenta por cento) da renda bruta familiar deve ser proveniente da
exploração agropecuária ou não agropecuária do estabelecimento;
· A base da exploração do estabelecimento deve ser o trabalho familiar.
O Brasil possui cerca de 4,13 milhões de agricultores familiares e representam 85,2%
dos estabelecimentos rurais do país. Destes, 49,6% situam-se na região Nordeste, sendo os mais pobres (anexo 1). Existem 475.779 assentados no país, em 6067 assentamentos.
A agricultura familiar representa mais de 84% dos imóveis rurais do país. Ao redor de 4,1 milhões de estabelecimentos. Os agricultores familiares são responsáveis por aproximadamente 40% do valor bruto da produção agropecuária, 80% das ocupações produtivas agropecuárias e parcela significativa dos alimentos que chegam a mesa dos brasileiros, como o feijão (70%); a mandioca (84%); a carne de suínos (58%); de leite (54%); de milho (49%); e de aves e ovos (40%).
Estes produtores tem sofrido ao longo dos anos um processo de redução nas suas rendas, chegando à exclusão de trabalhadores rurais de ao redor de 100.000 propriedades agrícolas por ano, de 1985 a 1995 (IBGE, Censo Agropecuário 1995/96). Boa parcela deste processo de empobrecimento pode ser explicada pela pouca oferta e pela baixa qualidade dos serviços públicos voltados para os mesmos, os quais poderiam viabilizar a inclusão sócioeconômica destes agricultores. Isso levou, no passado, a aceitar como uma realidade lamentável, que os agricultores familiares são construções sociais cujo alcance depende dos projetos em que se envolvem e das forças que são capazes de mobilizar para implementá-los.
Essa situação, derivada do seu incipiente nível organizacional, das limitações de suas bases produtivas e das formas de comercialização, entretanto, está sendo revertida pelo MDA – que tem como área de competência a Reforma Agrária e o PRONAF – buscando, na sua missão, criar oportunidades para que as populações rurais alcancem plena cidadania, e tendo em vista a visão de futuro de ser referência internacional de soluções de inclusão social.
ESTRATÉGIA DE IMPLEMENTAÇÃO DO PROGRAMA
Considerando a diretriz básica do Governo Federal de favorecer a inclusão social e os aspectos de regionalização, propõe-se:
a) começar o programa de produção e uso racional de biodiesel em todas as regiões do país a partir da produção de óleos vegetais das espécies mais apropriadas e consolidadas localmente, para atender uma demanda de B5.
b) As ações de governo precisam ser priorizadas para a região Nordeste por concentrar o maior número de agricultores familiares e para a região Norte pelo potencial da terra, especialmente em função da possibilidade de aproveitamento de áreas degradadas.
c) Independente da região, é importante que o programa seja orientativo e não mandatório, emm função de serem as demandas diferenciadas nas diversas regiões do país, a fim de se evitar uma “corrida” ao mercado, que provocaria uma utilização desordenada da terra, concentração da produção e maior exclusão social.
d) Importante também é se possibilitar a inserção no mercado de pequenas e médias empresas beneficiadoras descentralizadas, principalmente cooperativas. Essas empresas podem negociar o farelo resultante do processamento diretamente aos agricultores e também podem ser feitas operações de permuta entre o biodiesel e os grãos.
e) A apropriação da etapa de esmagamento dos grãos pelos agricultores associados é importante pois este irá auferir um maior preço ao óleo (seu preço é cerca de 4 vezes superior ao do grão que lhe deu origem) e também irá integrar o farelo (torta) na propriedade, diminuindo seus custos de produção e aumentando a oferta de proteína de origem animal, o que melhora o padrão nutricional da população.
f) Para a produção de oleaginosas para o biodiesel para cada região é preciso considerar que dentro de uma mesma região muitas espécies se adaptam e, portanto, essa diversidade precisa ser contemplada. Por exemplo, a região Norte pode produzir dendê, pinhão manso, pupunha, buriti etc. A região Nordeste tem grande aptidão para a mamona, mas o pinhão manso é também adaptado, o babaçu é um potencial do Maranhão e a soja já está ganhando áreas do cerrado no Maranhão e no Piauí, além de já estar consolidada na Bahia.
g) A agricultura familiar é capaz de atender plenamente às demanda no cenário proposto desde que haja acesso ao mercado de biodiesel e, principalmente, a credibilidade no programa.
RECOMENDAÇÕES
Para o biodiesel configurar-se como, de fato, um programa de energia renovável pautado na inclusão social e na regionalização do desenvolvimento, é necessário contemplar os seguintes pontos:
a) Trabalhar o conceito- ação do biodiesel de modo a possibilitar a inserção gradativa de várias tecnologias de geração de energia a partir da biomassa (Transesterficação etanólica, metanólica, craqueamento, dentre outras);
b) Ser precedido de uma estratégia de descentralização da produção, da industrialização e da distribuição.
c) Garantir o acesso da agricultura familiar ao mercado do biodiesel;
d) É importante propiciar mecanismos de compra direta à indústria e também relações de permuta, bem como possibilitar a regionalização da produção e do consumo, independente da política das distribuidoras;
e) Possibilitar a utilização de quaisquer rotas tecnológicas que conduzam a produtos dentro de padrões de qualidade aceitáveis (inclusive, considerar os padrões a serem estabelecidos para o combustível vegetal obtido por craqueamento);
f) Trabalhar os padrões de identidade e qualidade de maneira a não excluir quaisquer
matérias-primas;
matérias-primas;
g) Priorização do conjunto de políticas públicas (financiamento, assistência técnica e extensão rural – ATER, de uso da terra e de apoio à comercialização) voltadas à produção de biodiesel a partir da agricultura familiar e dos assentados da Reforma Agrária;
h) Mercado institucional (abastecimento de órgãos públicos e transporte coletivo, p.ex.) priorizado à Agricultura Familiar e assentados.
Biodiesel, Moringa Oleifera
Estudos recentes consideram a moringa como uma importante fonte de extração para o Biodiesel. De acordo com análises feitas no Greentec/UFRJ por Donato Aranda em conjunto com o professor da Universidade Federal de Sergipe,Gabriel Francisco, o teor de ácido oleico (ácido graxo ideal para esse fim, que congela a temperaturas de -10ºC) no biodiesel de moringa varia de 75% a até mais de 80%. Isso indica que é adequado para a produção do biodiesel, já que tem influência direta na grande estabilidade oxidativa desse componente, visto que é isento de ligações duplas conjugadas, sendo superior ao biodiesel de soja nesse quesito. Tal propriedade facilita o transporte e o armazenamento do biodiesel. (ARANDA, 2009) O ácido oleico extraído da Moringa é o ácido graxo ideal para o biodiesel, porém, acredita-se que a aplicação desse componente na oleoquímica seja mais vantajosa economicamente, visto que está cotado a mais de R$4.000,00 a tonelada, sendo interessante apenas o seu excedente ser voltado para a produção de biodiesel.
Moringa Oleifera Lam a árvore de 1001 utilidades.
A Moringa oleifera contêm mais de 92 nutrientes e 46 tipos de antioxidantes, além de 36 substâncias anti-inflamatórias e 18 aminoácidos, inclusive os 9 aminoácidos essenciais que não são fabricados pelo corpo humano. As folhas frescas contém nutrientes na seguinte proporção:
Sete vezes mais vitamina C que a laranja; dezassete vezes mais cálcio que o leite; dez vezes mais vitamina A que a cenoura; quinze vezes mais potássio que a banana; duas vezes mais proteína que o leite (cerca de 27% de proteína, equivalente à carne do boi); vinte e cinco vezes mais ferro que o espinafre; vitaminas presentes: A, B (tiamina, riboflavina, niacina), C, E, e beta caroteno. Minerais presentes: cálcio, fósforo, ferro, potássio, selênio e zinco.
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